
A internet já deixou de ser um recurso complementar nas escolas públicas brasileiras. Em muitas regiões do país, ela passou a ser essencial para acesso a plataformas educacionais, videoaulas e atividades digitais. O desafio agora vai além de conectar escolas: garantir uma conexão estável e de qualidade se tornou prioridade para evitar que estudantes de áreas mais remotas fiquem ainda mais distantes da transformação digital no ensino.
Esse cenário foi discutido nesta terça-feira (26), em Brasília, durante a quinta edição do Seminário Educação Conectada, evento que reúne representantes dos setores de telecomunicações, tecnologia, educação e governo para debater os rumos da conectividade escolar no Brasil.
Entre os participantes está a Entidade Administradora da Conectividade de Escolas (Eace), responsável pelo projeto Aprender Conectado. A entidade apresentará os resultados do programa, que utiliza tecnologias como fibra óptica, satélite, Wi-Fi e 5G para adaptar a conexão às diferentes realidades do país, principalmente em regiões isoladas.
O diretor da entidade, José Francivito Diniz, participa de um painel sobre os desafios da implementação das redes e o futuro das tecnologias educacionais. Também estarão no debate representantes da Telebrás, iuh! telecom, Vero e Claro Empresas.
Dados mais recentes divulgados pelo projeto mostram que o Aprender Conectado já possui 22.883 escolas conectadas e outras 6.216 em fase de implantação. O programa também contabiliza 1.530 geradores solares instalados para garantir energia e funcionamento da internet em localidades onde a infraestrutura elétrica é limitada ou instável.
A iniciativa integra a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas, política pública do governo federal que pretende levar internet de alta velocidade para aproximadamente 138 mil escolas públicas em todo o país. Além da instalação das conexões, o projeto também monitora em tempo real indicadores como velocidade de download, upload e estabilidade do sinal, permitindo acompanhar a qualidade do serviço oferecido às unidades de ensino.
O avanço da conectividade escolar é tratado como uma etapa fundamental para reduzir desigualdades educacionais no Brasil. Enquanto algumas redes já utilizam plataformas digitais e recursos tecnológicos avançados, muitas escolas ainda enfrentam dificuldades básicas de acesso à internet. Garantir conexão de qualidade passou a ser parte essencial da infraestrutura da educação pública brasileira.







