Operação Curupira III leva exercício de defesa cibernética a participantes de quatro continentes

A Operação Curupira III superou 3 mil inscritos para os desafios de defesa cibernética que serão realizados entre 22 e 24 de setembro, dentro da programação do Guardião Cibernético 8.0, exercício coordenado pelo Comando de Defesa Cibernética do Ministério da Defesa.

Até 17 de setembro, a modalidade destinada a civis e militares contabilizava 2.862 participantes, sendo 2.518 civis, 298 integrantes das Forças Armadas e 46 membros das Forças Auxiliares. A programação também inclui estudantes de Colégios Militares, com idades entre 11 e 18 anos, além de uma modalidade internacional voltada a integrantes das Forças Armadas de países aliados e parceiros.

Os exercícios serão realizados no formato Capture the Flag (CTF), modelo usado em treinamentos de cibersegurança no qual os participantes precisam solucionar desafios técnicos em ambiente controlado. As atividades envolvem áreas como segurança web, criptografia, análise forense digital, engenharia reversa, inteligência de fontes abertas (OSINT) e redes.

A operação dos CTFs do Guardião Cibernético 8.0 ficará a cargo da GoHacking. A dinâmica busca colocar os participantes diante de problemas técnicos semelhantes aos encontrados em situações de segurança cibernética, exigindo identificação de vulnerabilidades, análise de informações e tomada de decisões durante os exercícios.

A GoHacking, maior edtech de cibersegurança da América Latina, é responsável pela operação dos CTFs do Guardião Cibernético 8.0. Além da frente destinada a civis, Forças Armadas e Forças Auxiliares, a programação contempla estudantes de Colégios Militares, entre 11 e 18 anos, e uma modalidade internacional voltada às Forças Armadas de países aliados e parceiros.

Para Junior Santos, CFO e sócio da GoHacking, o volume de interessados mostra como o treinamento prático vem ganhando espaço na formação em cibersegurança. “Quando mais de 3 mil  pessoas se mobilizam para participar de um exercício técnico desse porte (um dos maiores já realizados no Brasil), vemos que existe uma demanda muito grande por experiências que aproximem o conhecimento da prática. Em cibersegurança, é preciso colocar o profissional diante de problemas reais, ainda que em um ambiente controlado, para desenvolver capacidade de análise, tomada de decisão e resposta”, afirma.

A participação internacional chegou a 21 países de quatro continentes. Além do Brasil, há registros de participantes de Portugal, Estados Unidos, Argentina, Angola, Itália, Canadá, Austrália, Moçambique, Paraguai, Romênia, Guatemala, Uruguai, Equador, Índia, Peru, Espanha, Colômbia, República Dominicana, Chile e México.

A presença de participantes civis, militares, estudantes e representantes estrangeiros amplia o caráter conjunto do exercício, em um cenário no qual ataques e incidentes cibernéticos frequentemente envolvem infraestruturas, organizações e sistemas localizados em diferentes países. O treinamento também permite testar conhecimentos técnicos e procedimentos de resposta em ambientes simulados, sem exposição de sistemas reais.