Brasil fecha acordo com Espanha para cooperação no setor de minerais críticos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, participaram nesta sexta-feira (17/4) da assinatura de um Memorando de Entendimento (MdE) entre Brasil e Espanha para ampliar a cooperação no setor de minerais críticos. O acordo foi firmado após a I Cúpula Brasil-Espanha e Mobilização Progressista Global e prevê iniciativas voltadas ao desenvolvimento de cadeias produtivas estratégicas, atração de investimentos, inovação tecnológica e práticas sustentáveis.

O memorando estabelece colaboração em áreas como exploração, pesquisa, mineração, refino, reciclagem e transformação de minerais críticos, além de ações relacionadas à gestão ambiental, desenvolvimento de capacidades e monitoramento do setor.

Durante a cerimônia, Alexandre Silveira afirmou que o acordo representa um avanço na cooperação entre os países. “A assinatura deste memorando representa um passo estratégico para o fortalecimento do setor de minerais críticos”, disse. Ele também destacou que o acesso a esses recursos é relevante para a transição energética, a transformação industrial e a segurança econômica de Brasil e Espanha.

O documento inclui ainda a troca de conhecimentos e o incentivo ao uso de tecnologias digitais, como inteligência artificial aplicada à análise geológica e à gestão de cadeias de suprimentos. Segundo o ministro, a parceria pode abrir novas possibilidades para o desenvolvimento industrial: “Essa parceria abre novas oportunidades para o Brasil avançar na industrialização e no uso sustentável de seus recursos minerais”.

A cooperação também abrange o desenvolvimento de políticas públicas voltadas à sustentabilidade, com foco em rastreabilidade, economia circular e descarbonização, além do intercâmbio de experiências em regulação e governança entre os dois países.

Estiveram presentes na solenidade o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, além de integrantes do governo espanhol, como a ministra da Transição Ecológica, Sara Aagesen, e o ministro da Economia, Carlos Cuerpo.