
A 34ª edição da Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária mostra que os bancos brasileiros devem investir R$ 50,4 bilhões em tecnologia ao longo de 2026, o maior orçamento já registrado pelo setor e um crescimento de 58% nos últimos cinco anos. Apesar do volume de recursos, o levantamento aponta que desafios relacionados à inteligência artificial, segurança e prevenção a fraudes ainda dificultam a transformação desses investimentos em ganhos operacionais.
A cibersegurança é prioridade para todas as instituições financeiras participantes da pesquisa, enquanto a inteligência artificial é considerada estratégica por 80% dos bancos. No entanto, apenas 40% afirmam possuir nível médio ou alto de maturidade na tecnologia. Entre os principais entraves estão questões de privacidade e governança de dados, escassez de profissionais especializados e dificuldades de integração com sistemas legados.
O estudo também chama atenção para o processo de abertura digital de contas. Embora 54% das contas correntes já sejam abertas de forma totalmente online, 37% dos bancos informaram que ainda não utilizam inteligência artificial para verificar a identidade dos clientes, enquanto apenas 26% adotam a tecnologia em larga escala, o que aumenta os riscos de fraudes e uso de identidades falsas.
O avanço do Pix e do Open Finance também contrasta com a baixa utilização da inteligência artificial na prevenção a fraudes. O Pix reúne 73,7 milhões de usuários frequentes por mês, mas apenas 17% das instituições registram ganhos elevados de eficiência com IA. No Open Finance, que soma 102,8 milhões de consentimentos ativos, o retorno ainda é considerado limitado pela maior parte dos bancos, indicando que o setor ainda precisa evoluir na utilização estratégica dos dados para fortalecer a gestão de riscos e o compliance.






