Nem fechou o segundo turno das eleições…

E já começam a aparecer personagens que marcaram a Tecnologia no Governo Jair Bolsonaro.

Christiane Edington, a ex-presidente da Dataprev e do Conselho de Administração da estatal naquele período deu o ar da graça hoje, durante a realização de um painel da Futurecom que debateu Segurança da Informação, Soberania e Inteligência Artificial.

Desde que deixou a presidência da Dataprev, em 2020, Christiane Edington passou a concentrar sua atuação em conselhos de administração e comitês empresariais, mantendo a tecnologia como uma de suas principais áreas de trabalho. Permaneceu ligada à Dataprev como conselheira até janeiro de 2023, integrou o Conselho de Administração da Padtec e manteve atuação no conselho das Lojas Renner. Também passou a integrar o Conselho Consultivo da Bebidas Fruki e, desde 2023, o Conselho de Administração do Grupo DPSP, onde participa dos comitês de Aceleração Digital e de Tecnologia da Informação. Nos últimos anos, ampliou sua atuação em temas como transformação digital, cibersegurança, governança de dados e inteligência artificial, participando ainda de fóruns empresariais e eventos do setor, como o Futurecom.

Sua passagem pela estatal não deixou saudades nos funcionários. Christiane foi para a Dataprev com o objetivo de preparar a empresa para a privatização. E seu relacionamento tempestuoso com os funcionários ficou tão evidente, que ela acabou promovendo a primeira e única greve de uma estatal de TI no Governo Bolsonaro.

Além de ter sido vaiada na garagem da empresa durante o movimento grevista, sua gestão acabou protagonizando a patética cena da funcionária flagrada em posição, digamos, desconfortável, tentando furar um piquete montado pelos sindicalistas na porta da Dataprev. Ela virou símbolo daquele período caótico da estatal que correu sérios riscos de ser vendida para a iniciativa privada.