Internet nas escolas destrava o potencial de um Brasil esquecido

Por Jhon Ribeiro*

Enquanto o mundo celebra neste 17 de maio o Dia Mundial da Internet — data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para destacar o papel da conectividade no desenvolvimento social, econômico e educacional — milhares de escolas brasileiras ainda enfrentam dificuldades para acessar a rede.

No que diz respeito à educação, a internet inaugurou um novo tempo: educadores de todas as partes do mundo obtêm conteúdos, aulas online, bibliotecas e cursos à distância. A inclusão digital abriu caminho para que construam diferentes trajetórias de formação e criem ambientes de aprendizagem para seus alunos.

A Estratégia Nacional de Escolas Conectadas, política pública coordenada pelo Ministério da Educação e Ministério das Comunicações, nasceu justamente para garantir essas possibilidades, levando internet de alta velocidade a todas as escolas públicas do Brasil.

Uma das iniciativas integradas a essa política é o Aprender Conectado, projeto que desenvolve soluções para levar infra-estrutura tecnológica às unidades de ensino situadas nas regiões mais remotas e socialmente vulneráveis do país, contemplando comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas ou as bordas das grandes cidades, onde o sinal de qualidade ainda é um recurso raro ou inexistente.

Hoje, o programa beneficia mais de 2 milhões de estudantes em 22 mil escolas espalhadas por 2.304 mil municípios de norte a sul do Brasil. Professores e gestores contam com modernos recursos pedagógicos e administrativos. Alunos, com ferramentas digitais para aprender.

Para tornar isso possível, entram na equação dezenas de equipes dedicadas, milhares de quilômetros de fibra óptica, sinal de rádio ou de satélite para os lugares onde os cabos não chegam e geradores solares que mantêm os equipamentos funcionando nos pontos em que não há eletricidade.

Cada escola conectada amplia possibilidades — estudantes acessando conhecimentos além dos livros didáticos, professores explorando novas formas de envolver os alunos nas aulas, diretores contando com plataformas online para compartilhar resultados e obter mais facilmente recursos oriundos de políticas públicas.

E assim o Brasil vai construindo um sistema educacional mais justo e inclusivo, com todas as suas escolas conectadas ao mundo, para que crianças e jovens sintam que o local onde nasceram não determina aonde poderão chegar.

*Jhon Ribeiro é diretor de Comunicação e Relações Institucionais da Entidade Administradora da Conectividade de Escolas (Eace).