Eace apresenta avanços do Aprender Conectado em debate na Abrint

Os diferenciais que fazem do Aprender Conectado, programa implementado pela Entidade Administradora da Conectividade de Escolas (Eace), um modelo de excelência para levar internet de alta velocidade às escolas das regiões mais remotas do Brasil, foram tema de debate ontem no Abrint Global Congress, um dos principais eventos do setor de telecomunicações e conectividade no mundo.

O presidente da Eace, Flávio Santos, participou do painel intitulado “Conectividade que Gera Aprendizado: Qual a Solução Sustentável de Longo Prazo?”, promovido pela organização do evento. Ele atribuiu o sucesso do trabalho ao formato criado no edital do leilão do 5G, em 2021, que garantiu recursos e agilidade operacional à entidade. “A partir daí, a aceleração foi contínua: 2024 se encerrou com 1.270 escolas conectadas; 2025, com 16 mil; e abril de 2026 com 22 mil escolas conectadas”, disse o presidente da Eace.

Outro diferencial destacado por Flávio Santos é a logística adotada para dar conta de um país com extensa territorialidade e imensa diversidade. “Temos liberdade para contratar provedores e integradores locais, que conhecem o país e nos permitem chegar de forma mais eficiente e mais rápida às instituições de ensino mais distantes. Para atender uma escola em Breves, no Pará, por exemplo, foram 12 horas de barco a partir de Belém”, relatou.

Como representante do Ministério das Comunicações no debate, Eduardo Takafashi, diretor do Departamento de Projetos de Infraestrutura e Inclusão Digital, disse que a parceria com a Eace é uma contribuição decisiva para acelerar a conectividade nas escolas remotas. “Se tivéssemos de executar a política com outro modelo que não o da Eace, os números alcançados até agora seriam outros. A Eace também desenvolve soluções com satélite e rádio para os lugares em que o cabo não é viável”, afirmou.

Gabriela Marin, analista de dados do Centro de Estudos e Pesquisas em Tecnologia de Redes e Operações (CEPTRO.br), falou sobre a importância de medir a qualidade do sinal nas escolas conectadas e destacou a parceria do NIC.Br com o Aprender Conectado para ampliar a aferição da banda disponível. “A Eace está contribuindo para espalhar os medidores pelo país. Com eles, conseguimos monitoraras escolas a cada quatro horas e oferecer dados seguros sobre a efetividade da conexão”, disse.

Mediado por Ana Verenoso, coordenadora de Programa da União Internacional de Telecomunicações (UIT), agência das Nações Unidas dedicada às tecnologias da informação e comunicação, o debate contou ainda com a participação de Maria Parreiras, especialista do Departamento de Inclusão Produtiva e Educação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Estratégia Nacional :

O Projeto Aprender Conectado tem por objetivo levar internet de alta velocidade para cerca de 40 mil instituições públicas de ensino localizadas em áreas remotas do país. A iniciativa integra a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec), política pública coordenada pelo Ministério da Educação e Ministério das Comunicações, para garantir internet de alta velocidade em 138 mil escolas em todo o Brasil. 

  • Fonte: Assesoria de Imprensa.