
Tem coisas na política que um amador não deve fazer. A primeira delas é se convidar para um governo sem ter sido incentivado pelo próprio para isso. Mas é o que a presidente da SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, Francilene Procópio Garcia, vem fazendo nos bastidores da comunidade científica.
Tomei um baita susto quando vi o Alerta do Google anunciar a SBPC e vir essa notícia.
Bom, vamos lá.
A primeira gafe cometida é ser a presidente de uma entidade que vive pendurada no orçamento do MCTI e ao mesmo tempo estar tramando para ocupar o cargo da ministra que libera esse orçamento. Sem primeiro procurar saber se Luciana Santos está realmente sendo descartada pelo presidente Lula e não se opõe à ação de uma “subordinada”.
Não pega bem e será preciso explicar mais tarde como a SBPC poderia ocupar o MCTI, sendo a pasta quem mantém a sobrevivência administrativa-financeira da entidade. Isso não poderia ser caracterizado como “conflito de interesses”?
O segundo problema é a presidente da SBPC achar que o “Exército da Francilene” seria capaz de concorrer com uma velha raposa da política e do Centrão como Gilberto Kassab (PSD), ou com o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), dois nomes cotadíssimos para ocupar o MCTI, caso o presidente decida ejetar Luciana Santos e o PCdoB da pasta.
Sem esquecer que ainda há um outro componente político que ainda não colocou a cara na janela para apanhar: o PT.
Francilene faria muito mais pela Ciência, se dissesse o que vem realizando de relevante até agora no comando da SBPC. Mas eu digo ação efetiva. Ficar aporrinhando a paciência do ministro do Planejamento, Bruno Moretti, por mais dinheiro para o setor, não pode ser computado como ação. Grana é o que não falta para a Ciência.
*Esse povo cientista é muito esquisito. Mas pelo menos valeu a informação de que existe uma tal de “Rede Estação Democracia” circulando na Internet.





