
Levantamento aponta 410 ataques no primeiro semestre de 2026 e reforça preocupação com a segurança de dados de pacientes e a continuidade dos atendimentos.
O setor de saúde registrou um aumento de quase 14% nos ataques de ransomware no primeiro semestre de 2026, em comparação com os seis meses anteriores. Segundo levantamento da Comparitech, foram contabilizados 410 incidentes em todo o mundo, sendo 247 contra hospitais, clínicas e outros prestadores de atendimento e 163 contra empresas ligadas à cadeia de saúde.
O ransomware é um tipo de ataque cibernético que pode bloquear sistemas e sequestrar informações, geralmente acompanhado de exigências de pagamento para liberar o acesso. Na saúde, esse tipo de crime representa um risco ainda maior, já que pode interromper atendimentos, comprometer prontuários eletrônicos e expor dados sensíveis de pacientes.
No Brasil, a preocupação também cresce. Em julho, a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) instaurou um processo administrativo sancionador para investigar possíveis falhas na proteção de informações de aproximadamente 500 mil pacientes, após um incidente registrado em 2025.
A expansão dos serviços digitais, o uso de equipamentos conectados e a dependência de sistemas que funcionam 24 horas por dia aumentam os desafios de segurança. Entre as principais medidas de proteção estão o controle de acessos, a atualização de sistemas, o monitoramento de ameaças e a realização de backups periódicos.
Outro ponto importante é a velocidade de resposta. Quanto mais tempo um invasor permanece dentro da rede, maiores são as chances de atingir outros sistemas e acessar informações confidenciais.
Segundo a Shield Security, empresa especializada em segurança digital, a combinação de monitoramento e automação permitiu reduzir para menos de dois minutos o tempo de resposta a incidentes em um cliente do setor de saúde, além de diminuir em mais de 98% os alertas falsos.
Especialistas também destacam a necessidade de treinar funcionários para identificar tentativas de fraude, especialmente mensagens falsas utilizadas para roubar senhas e permitir invasões.
Com o avanço das ameaças digitais, a segurança da informação passou a ser uma questão diretamente ligada ao funcionamento dos serviços de saúde. Além de prejuízos financeiros e vazamentos de dados, uma invasão pode afetar a rotina de hospitais e clínicas e colocar em risco a continuidade do atendimento aos pacientes.







