
“O que a Imprensa não traz, a Tocha traz”
Serpro/Celepar
Depois de um festival de trapalhadas do Governo Ratinho Júnior, enfim está sacramentado o contrato de serviços de nuvem do Serpro com a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Paraná. Segundo informações da estatal, o contrato deverá ser em torno de R$ 25 milhões. Resolve o problema da segregação dos dados sensíveis da Segurança Pública – precondição para o governo estadual conseguir privatizar a Celepar para uma empresa privada? Não. No máximo irão migrar para o Serpro 7 sistemas, quando a secretaria tem pelo menos 100 com informações sensíveis da Segurança Pública do estado.
Anatel é dela
O nome forte para ocupar a presidência da Anatel no lugar de Carlos Baigorri – que terminará o mandato em novembro – é o da atual secretária de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, Elisa Leonel. Corre nos bastidores de Brasília que ela estaria reticente em aceitar a missão. Mas é unânime o pensamento dentro e fora do governo que, se Elisa desejar, ela será a primeira mulher a assumir a presidência da agência reguladora do setor de Telecomunicações.
Anatel é dela II
Elisa é um daqueles raros quadros no governo que tem currículo para apresentar e competência para gerir uma agência reguladora, que inclusive já trabalhou como Superintendente de Relações com Consumidores durante 9 anos. Mas a eventual aprovação do seu nome dependerá do cenário político em novembro. Se o presidente Lula conseguir a reeleição, o nome dela ganha tração para ser encaminhado ao Senado. Caso contrário, a tendência natural é o Congresso sentar em cima das indicações, para aguardar o novo governo que estará chegando em janeiro.
Anatel é dela III
Mesmo que o presidente Lula force a mão e exija a aprovação de Elisa Leonel no Congresso, antes da chegada de um governo adversário, ela sabe que não será fácil presidir uma agência reguladora num governo em que será vista como “oposição”. Carlos Baigorri é a prova viva disso. Nomeado presidente da Anatel durante o Governo Bolsonaro, quando chegou o governo do PT Baigorri foi tratado a pão e água. Sabotaram todos os projetos dele na área digital, dada a animosidade de diversos petistas contra o nome dele.
Eles querem, mas…
Independentemente de seus currículos serem excelentes, dois conselheiros da Anatel que disputam a vaga de presidente enfrentam resistências políticas ao seus nomes:
Em campanha aberta para a presidência da Anatel, o conselheiro Alexandre Freire, só tem um probleminha para emplacar o seu nome para o cargo junto ao Palácio do Planalto: ele foi indicado para a Conselho Diretor da Anatel pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, durante o Governo Bolsonaro. Complicado, né?
Outro que sonha com a vaga de presidente da Anatel é o atual conselheiro Edson Holanda – recém chegado na agência reguladora. Ligado ao ex-ministro das Comunicações, Juscelino Filho, ele ganhou apoio do Centrão e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Mesmo com padrinhos fortes, Edson Holanda enfrenta resistências dentro da própria Anatel. O conselheiro andou se metendo numa briga com funcionários da agência, que chegaram a pedir sindicância contra supostas grosserias praticadas por ele. Depois desse episódio, abafado dentro da agência, o nome de Edson Holanda foi parar na boca do sapo.
Ortunho, se cuida!
O mandato do presidente da ANPD, Waldemar Gonçalves Ortunho, somente termina em novembro mas, tal como na Anatel, a turma já está se engalfinhando pela vaga. Mas não adianta, ninguém irá conseguir tirar o cargo do secretário de Políticas Digitais da SECOM, João Brant. O homem é forte dentro do PT. Do ponto de vista de atuação no comando da agência, será uma troca do tipo: seis por meia dúzia.
Ele Voltou
Está sendo aguardado para qualquer momento, o anúncio de Alexandre Amorim para ocupar a Vice-presidência de Pessoas da Caixa Econômica Federal. E quem dentro do banco não gostar da indicação do ex-presidente do Serpro para o cargo, feito pela “República de Ararandré” (leia-se Alexandre Padilha) é só passar no RH.
Ele Voltou II
Na realidade as más línguas garantem que Alexandre Amorim só deverá ficar por um breve período na Vice-presidência de Pessoas da Caixa Econômica Federal. Seria apenas uma alternativa para ele entrar no banco. O que Amorim quer mesmo é mandar na Vice-presidência de TI e Digital da Caixa. Mas para isso ele precisa primeiro mandar o atual VP, Lúcio Camilo Oliva Pereira, para o RH da Caixa.
Quem avisa…
“O poder não tolera o vácuo: se você não ocupa o seu espaço, o destino providencia alguém que o faça.” (Padre Antonio Vieira).
*Bom fim de semana.













