
Lojas falsas lideram as tentativas de fraude identificadas em relatório da EXA, que analisou mais de 5 mil links durante setembro de 2026.
Sete em cada dez links enviados (70%), para verificação, apresentaram sinais de golpe em setembro de 2026. O dado faz parte do primeiro Relatório EVA de Golpes, produzido pela EXA a partir de 15.371 mensagens enviadas por 3.981 pessoas à sua assistente de segurança digital no WhatsApp. Ao todo, foram analisados 5.011 links suspeitos.
As lojas virtuais falsas lideram os golpes identificados, representando 29,3% das perguntas que puderam ser classificadas. Em seguida aparecem fraudes envolvendo Pix, boletos e cobranças, com 12%, investimentos e criptomoedas, com 8,8%, e falsas centrais bancárias, com 7,2%. Os criminosos costumam atrair vítimas com preços muito abaixo do mercado, páginas que imitam grandes varejistas e pedidos de pagamento antecipado.
O levantamento também mostra a rapidez com que novos sites fraudulentos aparecem. Somente em setembro, foram identificados 1.071 novos endereços com sinais de golpe, média de 36 por dia. Cerca de 70% desses endereços apareceram em apenas um dia e não voltaram a ser identificados durante o período de acompanhamento, encerrado em 14 de outubro.
Entre os links analisados, páginas criadas em serviços de hospedagem gratuita ou plataformas de desenvolvimento sem código apresentaram a maior proporção de suspeitas, com 85%. Endereços com terminações alternativas, como .site, .top e .cc, registraram 80%, enquanto links encurtados tiveram índice de 67%.
A falsificação de marcas conhecidas também ganhou destaque. Metade dos links que imitavam empresas estava relacionada ao varejo. O Magazine Luiza apareceu em 75 endereços, dos quais 91% apresentaram sinais de fraude. Sites que imitavam serviços do governo e da Caixa somaram 78 links suspeitos de uso indevido das marcas, enquanto páginas relacionadas a casas de apostas chegaram a 72.
Outro dado chama a atenção: 88% dos números de telefone enviados para análise seguiam o padrão brasileiro. Isso indica que a origem aparente de uma ligação ou mensagem não é suficiente para identificar uma fraude, já que criminosos podem utilizar números nacionais e até falsificar a identificação exibida na tela.
Os golpes também não ficam restritos ao horário comercial. Segundo o relatório, 54% das dúvidas foram registradas fora do expediente tradicional, enquanto 24% ocorreram aos finais de semana. O maior movimento aconteceu por volta das 13h.
Apesar do volume de situações suspeitas, apenas 0,1% das perguntas continham relatos explícitos de prejuízo já ocorrido. O levantamento identificou ainda que 53% das análises realizadas pela assistente apontaram alto risco, enquanto o tempo mediano de resposta foi de dez segundos.
Os dados reforçam a importância de verificar endereços antes de realizar pagamentos ou fornecer informações pessoais. Entre os principais sinais de alerta estão promoções com preços muito baixos, cobranças inesperadas, pedidos urgentes de transferência e promessas de ganhos fáceis.
O relatório considera exclusivamente as situações encaminhadas voluntariamente à EVA durante setembro. Portanto, os resultados mostram os padrões encontrados entre os casos suspeitos analisados pela ferramenta e não representam a proporção de golpes em toda a internet brasileira.







