
O Tempo Passa
Nem me lembro mais em que ano foi. Só sei que estive uma única vez com Wilton Mota no Serpro, quando ele era diretor de Operações, durante a presidência de Marcos Mazoni. Saí da entrevista com boa impressão dele, parecia um funcionário pé no chão e capaz. Falamos dos projetos do Serpro e ele se colocou à disposição para sempre entrar em contato com ele.
Não me recordo de termos falado depois disso. Era uma outra época no Serpro, com pessoas que falavam com a imprensa sem medo. Fiquei feliz com a indicação dele. É o segundo funcionário de carreira a assumir o posto mais alto da empresa. Também acredito que o Serpro deverá mudar a postura, até agora arrogante, de lidar com jornalistas. Pelo menos com aqueles que não são pagos pela empresa e não são obrigados a dar satisfações depois por aquilo que publicam.
Serpro Auditoria

O novo presidente do Serpro, Wilton Mota, fez questão de prestigiar a equipe de auditoria da estatal no seu primeiro contato com os funcionários. E não foi à toa. Wilton não pretende dar um único passo dentro da empresa, sem que tudo passe pelo crivo dela. Com 39 anos de praia, sabe bem onde está pisando. Resta saber, presidente: o senhor vai sentar na cadeira e assumir o que já foi assinado pelo antecessor ou pretende dar uma olhadinha na papelada?
Depósito de Malas
Se eu fosse o novo presidente do Serpro, achava alguma sala vazia nas unidades regionais da empresa e criava uma área para acomodar gente chata. Dava até um cargo de Superintendente para a pessoa que ficasse com o sacrifício de manter essa sala trancada e incomunicável pelo tempo que durar o mandato dele.
Socorro!

FNDE publicou no DO o Painel de Metas e Indicadores das suas atividades. Lá pelas tantas, na área de Tecnologia da Informação, veio com as seguintes informações:
Quantidade de campanhas de conscientização em segurança da informação:
Meta 2025 = 5
Resultado = 1,75
Desempenho = 35%
Percentual de execução do planejamento do contrato de Backup:
Meta para 2025 =100%
Resultado = 68%
Desempenho = 68%
LGPD
A Dataprev avisa que vai contratar “solução para anonimização de dados”, serviços de instalação, suporte e atualização de versão; capacitação e orientação técnica por demanda e vigência de 60 meses. Os interessados corram para pegar o edital. A abertura do certame será no dia 5 de dezembro.
COP30
Com o fim da COP30, resta agora desmobilizar os equipamentos que garantiram a conectividade do evento. A Dataprev vai ficar com o encargo de estudar onde irá colocar cerca de 1800 roteadores de WiFi – que foi obrigada a adquirir por imposição do Ministério da Gestão. O problema foi o seguinte; a Secretaria responsável pela organização da COP30 não consegui fechar a contratação à tempo dos equipamentos CISCO, que seguem o padrão da ONU. Na pressa de instalar a conectividade, não deu outra, o MGI acionou a Dataprev para cuidar do problema. Missão dada, missão cumprida. Agora é pegar a tralha toda e colocar em prédios públicos, porque o que não falta é gente com conectividade ruim dentro de Brasília.
Acabou o Racismo

Com a publicação hoje da Portaria da AGU nº88/25; o órgão passa a ter diretrizes internas para “prevenção do uso de linguagem racista”. E ainda recomenda a não utilização de expressões linguísticas “que reproduzem preconceitos históricos em documentos oficiais e pronunciamentos oficiais no âmbito da Procuradoria-Geral Federal”. Coisas como:
I – “a coisa está preta”;
II – “baianada”;
III – “boçal e seu derivado: boçalidade”;
IV – “cor de pele”, para se referir a tons de bege;
V – “denegrir”;
VI – “dia de branco”;
VII – “escravo”, expressão a ser substituída por “pessoa escravizada”;
VIII – “humor negro”, expressão a ser substituída por “humor ácido”, “humor macabro” ou outra que exprima exatamente o que se quer dizer, sem associação à cor;
IX – “índio”, expressão a ser substituída por “indígena” ou, quando for o caso, pelo nome da etnia ou nação indígena em questão;
X – “lista negra”, expressão a ser substituída por “lista proibida”, “lista restrita”, “lista suja” ou outra que exprima exatamente o que se quer dizer, sem associação à cor;
XI – “magia negra”;
XII – “meia-tigela”, no sentido metafórico, para se referir a algo sem valor e medíocre;
XIII – “mercado negro”, expressão a ser substituída por “mercado ilícito”, “mercado sujo” ou outra que exprima exatamente o que se quer dizer, sem associação à cor;
XIV – “mulato” e “mulata”;
XV – “não sou tuas negas”;
XVI – “ovelha negra”; e
XVII – “samba do crioulo doido”.
*Só acho que deveriam ter inserido “buraco negro”, conforme queria a ministra Anielle Franco, da Igualdade Racial.









