A Tocha

O que a imprensa não traz, a Tocha traz

Redata

O desastre da não aprovação da proposta do Regime Especial para Data Center (Redata) no Senado, dentro do tempo hábil da Medida Provisória, está sendo creditado ao Assessor Especial do Ministério da Fazenda, Igor Marchesini. Segundo as más línguas, ele seria o culpado de impedir a participação dos ministérios da Ciência, Tecnologia (MCTI); da Indústria e Comércio (MDIC); além do Minas e Energia, na discussão e formulação de um programa de atração de data centers que fosse “consistente” com a política industrial já adotada no país. A tramitação do Redata foi uma verdadeira lambança governamental e legislativa.

Perguntar não ofende:

Como o Ministério da Fazenda levou meses discutindo o Redata e em nenhum momento percebeu que estaria abrindo nova brecha fiscal, que desrespeitaria uma vedação expressa sobre novas isenções de impostos no Orçamento 2026?

Quem não é visto…

Não se tem uma só notícia, um aviso de coletiva, um comunicado de imprensa vindo da Dataprev. Se quiserem saber sobre o que a empresa faz – além de se esconder embaixo da mesa toda vez que sai alguma notícia do INSS – que tente ficar acompanhando a estatal pelas redes sociais. Lá a coisa funciona, para a felicidade do marketing digital.

*O arquivo de fotos Dataprev anda até desatualizado.

Escolas conectadas

A EACE – entidade que acompanha a implantação do programa “Aprender Conectado” e leva internet para as escolas públicas, já conseguiu atender 19.471 unidades de ensino e tem mais 7.834 em processo de implantação da rede. O deafio é tamanho, que o governo ainda teve de implantar energia elétrica através de geradores em 1.523 escolas públias. Essas unidades estão em áreas remotas no país onde a conectividade é ruim, já que as empresas de telefonia não se interessam no negócio porque não dá lucro. Até o fim do ano a expectativa é de que um total de 40 mil escolas sejam atendidas pelo programa.

Não muda

Os diretores de Novos Negócios e Inteligência de TI, André Picoli Agatte (foto); e de Negócios Governamentais, Ermes Ferreira Costa Neto, são os únicos que continuam escondendo a sua agenda mensal de atividades no Serpro. O que será que esses senhores têm a esconder do contribuinte sobre as suas atividades? No caso de Ermes a desculpa é “problemas na página”. Já Agatte simplesmente retirou o calendário que dá acesso às atividades dele ao longo do mês e que se dane quem quiser fiscalizar. A maior estatal de TI do mundo sempre informa que vai corrigir o problema, mas não é capaz de manter uma página oficial, que seja realmente transparente na Internet.

Bem na foto

Sem fazer alarde, o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, tem sido muito bem aceito na cúpula do governo, sobretudo no Palácio do Planalto. Discreto, assumiu a pasta como técnico e tem trabalhado duro, fazendo as entregas de programas prometidos pelo presidente Lula. Sem ambições eleitorais à vista, Frederico conseguiu se impor num ministério de políticos que estão sempre atrás de fazer gastos visando a campanha eleitoral. O “chefe” não tem feito reclamações dele até agora. Pelo contrário.

*Dá até para arriscar e dizer: “Frederico, pode fazer crediário até o fim do ano, viu?”

Quem precisa de inimigos?

Esse é o retrato da Comunicação do Governo Lula, que manda votar no adversário na próxima eleição, ao defender que o eleitor “escolha um lado”:

*PS: A mocinha de vestida de vermelho é o ápice da marketing governamental. hahahahaha

Olho no Olho

Acabou a mamata, a diretoria do Serpro não vai mais se reunir por videoconferência, por determinação do presidente Wilton Mota. Para desespero dos diretores, há 40 anos Wilton dá expediente na empresa. E não estava suportando a ideia de conversar com um diretor do outro lado do computador com a tela desligada.

Voltou!

Relevante em diversos governos, sempre chamada para programas de inclusão digital, a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa anda desaparecida no Governo Lula. Salvo algumas iniciativas no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. Mas a RNP reapareceu no cenário político fazendo um balanço de atividades durante um encontro com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Foram discutidos projetos para 2026 com o foco em Transformação Digital e Geração de Valor. A RNP espera abocanhar uns R$ 45 milhões dos cofres do MEC com essas iniciativas.

E dava certo!

  • Bom fim de semana.