
Oito em cada dez municípios brasileiros registraram melhora na conectividade no último ano, segundo dados do Índice Brasileiro de Conectividade (IBC). Dos 5.570 municípios analisados, 4.614 (82,8%) apresentaram avanço, enquanto 956 (17,2%) tiveram queda, indicando uma tendência geral de melhora no acesso à internet no país.
A média nacional do índice subiu de 52,4 em 2024 para 55,35 pontos em 2025, um crescimento de 2,95 pontos. Mesmo entre as localidades com piores indicadores houve evolução: o grupo dos 25% com menor IBC passou de 41,49 para 45,01 pontos, alta de 3,52.
No ranking por unidades da federação, o Distrito Federal lidera com 79,1 pontos, seguido por Santa Catarina (77,88) e São Paulo (76,45). Entre os municípios, as primeiras posições são ocupadas, em sua maioria, por cidades com forte atividade turística ou alto nível de desenvolvimento urbano.
Entre os 20 municípios com maior evolução no período, cinco estão em Minas Gerais e cinco no Rio Grande do Sul, além de dois em Pernambuco. O maior avanço absoluto foi registrado em Arvorezinha (RS), com aumento de 24,3 pontos. Já Santa Filomena (PE) teve o maior crescimento proporcional, mais que dobrando sua pontuação, de 17,8 para 38,2.
O Ceará aparece como o estado com maior proporção de municípios em crescimento (96,2%). O Mato Grosso também se destaca, ocupando a terceira posição nesse recorte, o que reforça a expansão da conectividade na região Centro-Oeste.
A evolução do índice acompanha a ampliação da infraestrutura de telecomunicações. Entre os fatores considerados estão a presença de redes de fibra óptica, a quantidade de antenas, a cobertura de telefonia móvel, o número de acessos à internet fixa e móvel e o nível de concorrência entre as operadoras.
Nos últimos anos, a expansão da fibra óptica e da tecnologia 5G tem contribuído para melhorar a qualidade e a velocidade da conexão, além de ampliar o acesso em áreas antes menos atendidas.
O Índice Brasileiro de Conectividade mede o desempenho do setor em uma escala de 0 a 100, com base em sete variáveis, como densidade de banda larga, infraestrutura de rede e cobertura móvel. Para sua elaboração, são utilizados dados do próprio setor e informações complementares sobre conectividade em áreas rurais, resultando em um panorama sobre o acesso e a infraestrutura de telecomunicações no país.
*Fonte: Ministério das Comunicações







