
O Ministério da Educação (MEC) apresentou nesta terça-feira (28), às 15h, um novo sistema voltado à educação de jovens e adultos no país. A ferramenta, chamada Cadastro da Educação de Jovens e Adultos (CadEJA), foi detalhada em um evento on-line transmitido pelo canal Conviva Educação, no YouTube, em parceria com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação.
A iniciativa surge como parte de um esforço para organizar melhor a oferta de vagas na educação de jovens e adultos (EJA) e facilitar o acesso de quem deseja retomar os estudos. O sistema reúne, em um só ambiente, informações sobre a demanda por vagas e a estrutura disponível nas redes públicas de ensino.
Na prática, o CadEJA funciona com duas frentes principais. De um lado, está o registro de interesse feito por pessoas que não concluíram a educação básica e querem voltar a estudar. Do outro, um painel voltado aos gestores públicos, que permite visualizar dados como o perfil dos interessados, a localização das turmas e o equilíbrio entre oferta e demanda. A proposta é tornar o planejamento educacional mais preciso e orientado por dados.
O cadastro pode ser feito por qualquer pessoa com 15 anos ou mais. O processo é simples, com um questionário rápido e até recursos de áudio para facilitar o preenchimento. A partir dessas informações, as redes de ensino conseguem identificar a demanda local e entrar em contato com os interessados para encaminhar a matrícula.
A ferramenta também busca reduzir barreiras históricas de acesso à educação, especialmente entre públicos que tiveram a escolarização interrompida. Ao centralizar os dados, o sistema permite que estados e municípios ajustem a oferta de turmas de acordo com a realidade de cada região.
O CadEJA integra o chamado Pacto EJA, uma política pública construída em conjunto entre o MEC, estados, municípios e o Distrito Federal. Entre os objetivos estão a redução do analfabetismo, o aumento da escolaridade da população e a ampliação das matrículas na educação de jovens e adultos, incluindo pessoas privadas de liberdade e estudantes interessados em formação profissional integrada.
Com a digitalização desse processo, a expectativa é melhorar a conexão entre quem quer estudar e as vagas disponíveis, um dos principais desafios históricos da modalidade no Brasil.







