Novos balizadores de consumo elevam exigência da inovação no comportamento das empresas

Enquanto o mercado formal abriu 1,27 milhão de vagas no ano passado, o número de novas empresas foi quatro vezes maior ao atingir o registro de 5,1 milhões, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados 2025 (CAGED), publicado pelo Ministério do Trabalho e Emprego em janeiro deste ano. Esse abismo estatístico confirma que o brasileiro não busca apenas um emprego, mas também ser dono do seu próprio negócio, uma tendência impulsionada por fatores geracionais que ganha força máxima em 2026.

Na dualidade entre a estabilidade oferecida pelo regime CLT e a independência de assumir o protagonismo da própria carreira, o atual cenário brasileiro apresenta uma maturidade comportamental na escolha pela autonomia profissional e pela busca da sua consolidação e êxito na indústria. Este rearranjo estrutural é palco para a inovação como elemento central dentro desse ecossistema, como afirma a CEO da Sociedade Brasileira de Inovação (SBI) e fundadora do programa Mulheres Que Inovam, Helena Levorato:

“Inovar deixou de ser apenas uma escolha estratégica pontual e passou a ser uma condição de sobrevivência para novos empreendimentos. Em 2026, a inovação não se resume à adoção de inteligência artificial ou tecnologia de ponta, mas à capacidade de compreender o comportamento humano, redesenhar modelos de negócio e criar soluções relevantes e sustentáveis para problemas reais. Empresas inovadoras são aquelas que sabem ler o seu tempo, mas olham para o futuro, antecipando movimentos e construindo valor de forma consistente e duradoura”, diz Levorato.

Em um passo à frente nas tendências de mercado e atentos na transformação comportamental da dinâmica de escolhas, é que a SBI junto com seu time de especialistas, atuam debruçados em estudos, pesquisas e capacitação, com a finalidade de promover a cultura da inovação em organizações de diferentes setores, certificando práticas disruptivas e disseminando conhecimentos que contribuem para o avanço sustentável da inovação.

“A Sociedade Brasileira de Inovação atua como ponte entre conhecimento, prática e mercado. Nosso papel é conectar empresas, lideranças, ecossistemas e instituições para que a inovação aconteça de forma estruturada, consciente e aplicada. Mais do que capacitar e certificar, buscamos preparar as organizações para decisões melhores, mais humanas e alinhadas com o futuro que desejamos construir”, completa a especialista.

Com circunstâncias favoráveis que impulsionam o empreendedorismo, o desafio está em absorver e aplicar a inovação como diferencial competitivo no modelo de negócio, além de viabilizar alternativas integradas e criativas para gerar novas frentes de oportunidade que estejam consonantes com as dinâmicas produtivas, os hábitos de consumo e as relações humanas nos dias de hoje.

O desafio em ser inovador está principalmente em entender o que é inovação, que vai muito além da aplicação da inteligência artificial e, consequentemente, identificar quais serviços e/ou produtos são realmente inovadores como se apresentam. Movida por essa curiosidade e provocada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) foi que a SBI desenvolveu a Avaliação de Maturidade de Inovação da Empresa, com o objetivo de auxiliar organizações a estarem preparadas para o futuro. O relatório é fundamentado em nove pilares baseados em parâmetros mundiais de inovação e práticas que fornecem as diretrizes de como avançar rumo à inovação. O documento gerado a partir desta avaliação se destaca pelo caráter distintivo quanto à sua profundidade e precisão.

Em um cenário onde inovar deixou de ser vantagem para se tornar condição de existência, o primeiro passo é saber onde você está. Entender o nível real de maturidade inovadora de uma organização é o que separa empresas que apenas acompanham tendências daquelas que constroem soluções inovadoras.

É exatamente esse o movimento que a Sociedade Brasileira de Inovação propõe: não um diagnóstico genérico, mas um olhar preciso, estruturado e capaz de revelar o que os números de mercado ainda não mostram sobre o futuro de um negócio.