Rumores de nova mudança na diretoria do Serpro, que pode passar pela Dataprev

Desde ontem circulam nos bastidores de Brasília, que o atual diretor de Novos Negócios e Inteligência de TI (DINIT), André Picoli Agatte, está com os dias contados e não deverá continuar no cargo até o final de abril. Desde a saída de Alexandre Padilha da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, a posição de Agatte na direção do Serpro acabou perdendo força política.

O nome que está sendo articulado para substituição de Agatte é o do atual diretor de Tecnologia e Operações da Dataprev, Ricardo Pereira Borges, especialista em Redes Computacionais, com certificação em Gerência de Projetos (PMBOOK/SCRUM).

Conforme o seu currículo na Dataprev, Ricardo Pereira Borges foi gerente executivo de Operações Tecnológicas da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi), em 2022, e assessor técnico no Ministério da Cidadania, em 2021. Também exerceu a função de subsecretário de Tecnologia e Comunicação do Ministério da Educação (MEC), em 2020, – onde liderou projetos estruturantes como PROUNI, FIES E SISU – além da reformulação do data center do MEC. Entre 2019 e 2020, ocupou o cargo de diretor de Tecnologia e Inovação Educacional pela Secretaria de Estado da Educação do Paraná.

Entre 2015 e 2018, no Estado de Goiás, atuou como superintendente Central de Tecnologia da Informação da Secretaria de Gestão e Planejamento, e esteve à frente de um amplo processo de modernização da infraestrutura tecnológica estadual. Nesse período, conduziu a implantação de um data center modular outdoor considerado o maior da América Latina, projetado para sustentar ambientes corporativos e sistemas estratégicos de toda a área de TI do governo goiano. Durante sua gestão, também foi conduzida a digitalização dos processos administrativos do Estado, por meio da adoção do Sistema Eletrônico de Informações (SEI), cedido pelo TRF4.

Anteriormente, entre 2011 e 2015, como chefe do Núcleo de Tecnologia Educacional da Secretaria de Estado da Educação de Goiás, Ricardo Pereira Borges participou da criação e implementação de iniciativas de Business Intelligence voltadas ao aprimoramento da gestão pedagógica. As ferramentas desenvolvidas contribuíram para a melhoria dos indicadores educacionais, período em que Goiás avançou do 16º para o 1º lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) no país.

Foi justamente essa passagem pela TI goiana que o cacifou profissionalmente e também politicamente para agora ter o nome cogitado para ocupar a Diretoria de Novos Negócios e Inteligência de TI do Serpro. Quem estaria atuando como seu padrinho político, segundo contam fontes governamentais, seria o goiano e atual ministro das Relações Institucionais, Olavo Noleto Alves.

Tudo no momento é tratado como especulação política, mas as fontes garantem que André Agatte já perdeu seu prazo de validade dentro do Serpro, tão logo Wilton Mota assumiu a presidência da estatal. E como disputas políticas não ocorrem por acaso e nem tampouco com apenas um nome consagrado, os rumores ainda dão conta que o ex-presidente da Telebras e da Dataprev, André Leandro Magalhães, estaria tentando apoios no Centrão para também brigar por esse cargo no Serpro.

*Seja especulação ou não, este blog recomenda André Agatte a não fazer crediário a partir de abril.