Nova ferramenta monitora transações Pix para identificar possíveis fraudes

A Sumsub lançou uma ferramenta voltada ao monitoramento de possíveis fraudes em transações realizadas pelo Pix. Batizada de Pix Fraud Monitoring, a solução reúne 39 regras pré-configuradas que podem ser adaptadas por bancos, fintechs e instituições de pagamento conforme o perfil dos clientes e a estratégia de risco de cada operação.

O desenvolvimento ocorre em um momento de crescimento do sistema brasileiro de pagamentos instantâneos. Segundo dados do Banco Central, mais de 170 milhões de brasileiros já utilizaram o Pix. Somente em janeiro de 2026, foram registradas mais de 7 bilhões de transações. O volume e a velocidade das operações ampliam o desafio de detectar atividades suspeitas antes da transferência dos recursos, já que os pagamentos são processados em poucos segundos e geralmente não podem ser cancelados.

Integrada à plataforma de prevenção a fraudes da empresa, a nova funcionalidade cruza informações das transações com dados do Diretório de Identificadores de Contas Transacionais, o DICT, além de considerar o comportamento financeiro dos usuários. A análise busca reconhecer movimentações fora do padrão e outros sinais associados a possíveis golpes.

Entre as situações monitoradas estão a divisão de grandes valores em diversas operações menores, prática conhecida como smurfing, a circulação rápida de recursos entre diferentes contas e a utilização de contas de terceiros como “mulas financeiras”. A ferramenta também procura identificar mudanças incomuns no perfil transacional de um cliente.

De acordo com o relatório Identity Fraud Report 2025-2026, produzido pela própria Sumsub, 31% dos usuários consultados na América Latina afirmaram já ter recebido abordagens para movimentar dinheiro de origem suspeita. A empresa também aponta um crescimento de 126% nas fraudes envolvendo deepfakes no Brasil, cenário que indica o avanço de golpes baseados em falsificação de identidade e manipulação de imagens, vídeos ou vozes.

As regras de monitoramento podem ser aplicadas no formato original ou modificadas de acordo com os limites, critérios e procedimentos adotados por cada instituição. A proposta é permitir que as empresas implementem controles específicos para o Pix sem precisar desenvolver todos os mecanismos de detecção desde o início.

A chegada de novas ferramentas de análise acompanha uma mudança no perfil das fraudes financeiras. Além de tentativas isoladas de invasão de contas, criminosos utilizam engenharia social, identidades falsas, contas intermediárias e movimentações distribuídas para dificultar o rastreamento dos recursos. Nesse ambiente, o monitoramento em tempo real tornou-se uma das principais frentes de prevenção para as instituições que operam pagamentos instantâneos.

*Fonte? Assessoria de Imprensa.